Comida típica: caranguejo

Há quase 20 anos, o restaurante 294, na avenida Deodoro da Fonseca 294, no centro de Natal, tem feito sucesso com seus caranguejos.

O caranguejo, principal prato da casa, atrai centenas de pessoas aos sábados e domingos;  é preparado em apenas duas opções:  no leite de coco ou apenas no sal.

Segundo o gerente do restaurante, Celiomar Abrantes, em dada final de semana são preparados 1.400 caranguejos, aproximadamente; de segunda a sexta-feira o movimento é menor: em média, 250 caranguejos por dia.

O melhor período de pesca do crustáceo  vai de maio a agosto. É nessa época que o caranguejo está mais gordo e, em consequência, aumenta o movimento dos restaurantes. “Nos meses que têm “r” no nome o bicho é mais magro e tem o casco mais mole”, afirmam os comerciantes. “Nessa época,  as vendas chegam a cair 40%”, afirmou Abrantes.

O restaurante adquire os caranguejos numa feirinha instalada diariamente no bairro das Rocas, próximo à Praia do Forte; a unidade pequena sai por R$ 1 e a grande por R$ 1,50.No 294, o caranguejo no coco custa R$ 3, a unidade; no sal, sai por  R$ 2,80.

O produto é também fornecido ao restaurante 294 por catadores do município de Macau; entre 2 mil e 2,5 mil caranguejos são comprados por semana. Quando chegam, os crustáceos são levados para quatro tanques, onde são lavados, antes de serem abatidos.

“Poucos clientes pedem para escolher direto no tanque, mas outros fazem questão disso”, observou o gerente, acrescentando que o abate ocorre em no máximo dois dias. Diferentemente dos guaiamuns, que podem ser cevados (ou seja, engordados em cativeiro), os caranguejos devem ser consumidos no máximo alguns dias após a pesca. Em Recife, diversos restaurantes e bares são especializados em guaiamun (ver restaurantes em Recife), mas em Natal a prática ainda não é muito difundida.

Entre os clientes cativos, a funcionária pública Elizabeth Mariz se deliciava com o produto, ontem, junto com a família. “Adoro a patola, mas meu marido é quem come mais, chega a comer oito caranguejos por dia, quando estamos no restaurante”, garantiu.

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3 Respostas to “Comida típica: caranguejo”

  1. Culinário do Nordeste « Viagem e Turismo Says:

    [...] profundas em seus cardápios. Isso porque insumos antes abundantes na região, como peixes e caranguejos estão agora escassos e precisam ser trazidos de outras regiões. Pratos como a pituzada, por [...]

  2. Prato típico do Maranhão: cuxá « Turismo em São Luís e no Maranhão Says:

    [...] Passar pelo Maranhão e não comer cuxá é como ir à Bahia e não comer acarajé.  Onipresente, o arroz-de-cuxá é servido tanto em barracas de feira como em restaurantes sofisticados (algo semelhante ao que ocorre, por exemplo, com o bode em Pernambuco ou o caranguejo em Natal). [...]

  3. Pratos típicos de Pernambuco « Turismo em Recife e Pernambuco Says:

    [...] o Nordeste. No Recife, um crustáceo muito apreciado é o guaiamum, que é da mesma família do caranguejo, mas cresce em águas de mangue; outra diferença significativa é que o guaiamum pode ser criado [...]

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