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Turismo histórico em Natal

agosto 31, 2009

Na opinião da presidente do Sindicato dos Agentes de Turismo do Estado do Rio Grande do NOrte (Singutr/RN), Iacy Vasconcelos, há muito o que fazer para aumentar o destaque turístico do patrimônio cultural e histórico de Natal. “Não existe turismo cultural em Natal. O turista que vem aqui só vê praia”, afirma.

Iaci aponta alguns dos problemas. Começa com a escassez de informações sobre os horários e dias de funcionamento de museus, memoriais e igrejas que estão no bairro da Cidade Alta e Ribeira. “Não é o guia de turismo que deve ir atrás dessas informações. São os administradores que devem passar tudo para os hotéis, disponibilizar para os turistas. Infelizmente não existe isso. Tem museu que abre um dia e no outro não”, reclama.

Partindo do Largo Dom Bosco, a guia identificou alguns prédios históricos e  culturais fechados ou sem placas informando o horário de abertura, como o Teatro Alberto Maranhão e o Museu da Cultura Popular. Subindo a Avenida Junqueira Aires, em direção ao centro antigo da cidade, salta aos olhos o péssimo estado de conservação da Travessa Pax – que tem o calçamento mais antigo de Natal, com pedras que datam de épocas coloniais.

Mais adiante, estão fechados o Solar Bela Vista, Solar João Galvão, a antiga casa de Câmara Cascudo e o prédio da Capitania da Artes, todos localizados no chamado corredor cultural da cidade. “A opção do turista que está em Natal no domingo é praia. Na área cultural não existe nada”, afirma Iacy.

Marcos importantes para a cidade, como a Coluna Capitolina – presente da Itália ao povo do Rio Grande do Norte, em agradecimento pela boa acolhida  aos primeiros aviadores italianos que fizeram Travessia do Atlântico – e prédios que preservam a História de Natal, como o Instituto Histórico e Geográfico do RN, ficam inacessíveis ao público.

“As igrejas também ficam todas fechadas. Tem o turismo religioso, recebemos muitos grupos da ‘melhor idade’ que gostariam de visitar nossas igrejas, mas não temos acesso aos horários de missa, nem visitas guiadas”, aponta Iacy Vasconcelos (ver igrejas de Natal).

Os únicos espaços culturais abertos quando da realização desse tour histórico eram o Memorial Câmara Cascudo (guarda memórias do famoso folclorista e historiador)  e o Museu Café Filho (num sobrado construído entre 1816 e 1820, onde viveu o ex-Presidente).

Pelas informações repassadas por funcionários do Museu Café Filho, o local abre as portas das 8h30 às 16h, de terça-feira a domingo. “A média de visitantes, por mês, é de 100 pessoas”, afirma um dos funcionários. “Mas isso quando tem visita de escolas”, completa uma senhora sentada em uma cadeira de balanço. O ingresso para a visita guiada custa R$ 1,50 para adultos e R$ 0,75 para estudantes.

Veja também:
Caminhada pelo Centro Histórico de Natal.
Centro Histórico do Recife.

Restaurantes de Natal fecham cedo

agosto 23, 2009

A maioria dos restaurantes de Natal fecha as cozinhas à meia-noite, e diversos restaurantes permanecem fechados um dia por semana; isso, apesar de Natal receber diversos voos que chegam no final da noite, e de a cidade receber visitantes todos os dias da semana.

De acordo com o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Shrbs), Paulo César Gallindo, o principal motivo para o fechamento precoce dos restaurantes é a ausência de transporte público para os funcionários. “Muitos funcionários residem distante do trabalho e por isso as cozinhas só recebem pedidos até às 23h30. Eles geralmente pegam o último ônibus”, afirma.

Quanto ao fato dos restaurantes localizados no eixo Petrópolis – Tirol permanecerem fechados no domingo, Gallindo explica que esses estabelecimentos em sua maioria tem clientes residentes na cidade, e portanto os turistas não respondem por parte significativa do faturamento; além disso, os empresários concedem folga aos empregados a cada 15 dias.

Questionado quanto à questão da segurança, Gallindo afirmou que o segmento tem conhecimento da deficiência do setor público, e por isso, a maioria dos empresários providencia segurança privada nos seus estabelecimentos.

O Secretário Municipal de Mobilidade Urbana, entretanto, explica que não é possível disponibilizar linhas de ônibus para transportar apenas os funcionários de hotéis e restaurantes, pois esse subsídio oneraria o restante da população no preço da passagem.

O Secretário acescenta que em cidades turísticas, os próprios hoteis e restaurantes oferecem transporte para os seus funcionários depois da meia-noite, e que a Prefeitura de Natal se mantém aberta para conversar sobre o assunto;  entretanto,  “nesses seis meses de gestão, ainda não fomos procurados pelo setor”, afirmou.

No Nordeste, o maior pólo gastronômico é, sem dúvida, Recife; Fortaleza e Salvador disputam o segundo posto.

Igrejas de Natal

agosto 21, 2009

Breve Histórico

Inaugurada em 25 de dezembro de 1599 a igreja da Matriz, ou Igreja de Nossa Senhora da Apresentação foi a primeira igreja de Natal, e demarcou o dia da fundação da cidade.

Posteriormente, seguindo a mesma tradição que se observou em diversas os escravos negros construíram uma igreja onde eles pudessem realizar as suas celebrações, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

Em seguida, foi erigida a  Igreja de Santo Antonio do Militares, que hoje é mais conhecida como Igreja do Galo (por causa de um pequeno adorno em forma de galo no topo da igreja).

Com o crescimento da cidade em direção ao mar surgiu um outro bairro, a Ribeira (ver bairros de Natal), que ganhou uma igreja, a do Bom Jesus da Dores, construída em 1772.

Depois, surgiu o bairro do Alecrim e fundou-se mais uma igreja, a de São Pedro – primeira igreja construída no século XX. Depois disso, diversas outras igrejas foram surgindo pela cidade.

Em 03 de fevereiro de 1896 fundou-se a primeira igreja evangélica de Natal,  a Igreja Presbiteriana, dirigida pelo pastor americano William C. Porter, que foi construída ao lado do Palácio Felipe Camarão, atual sede da Prefeitura de Natal. Além da igreja, foi aberta uma escola para os fiéis e criado um jornal para difundir as idéias presbiterianas, o que causou reação na igreja católica, que também fundou um jornal.

Igreja de Nossa Senhora da Apresentação

A primeira igreja de Natal foi a igreja Matriz ou Igreja de Nossa Senhora da Apresentação (nome da padroeira da cidade), localizada na atual Praça André de Albuquerque. Lá, no dia de Natal de 1599, foi celebrada a primeira missa da cidade, rezada pelo vigário Padre Gaspar Gonçalves da Rocha ( o mesmo que projetou o Forte dos Reis Magos).

Segundo Câmara Cascudo, “a capelinha, de barro socado e coberta de palha, ramos secos entrançados (nesse tempo não havia coqueiros, que foram introduzidos mais tarde pelos jesuítas), teria apenas uma entrada, sem sino nem aparato. Em 1614 não possuía ainda portas. Em 1619 estava pronta. Os holandeses tomaram a cidade em dezembro de 1633. A 18 de dezembro daquele ano, um domingo, o pastor luterano Johannes, fez sua pregação no recinto católico, erguido pelas mãos portuguesas. E tornou-o templo de doutrina luterana. Até fevereiro de 1654, quando os flamengos foram expulsos, não há notícia maior da humilde casa de orações. Em sua derrota, os batavos, não podendo abater os insurgentes, vingaram-se destruindo o que podiam. A capelinha foi abaixo, bestialmente.”

Em 1672 o Padre Leonardo Tavares de Melo inicia a reconstrução da igreja que fica pronta apenas em 1694; até hoje, na soleira da porta principal, há uma pedra gravada com esta data.  Em 1862 a torre foi construída, em 1871 ganhou piso novo, em 1874 veio um sino pequeno que às 21h dava o toque de recolher.

Como Natal não dispunha de um cemitério, os fiéis eram sepultados dentro da igreja e nos arredores do cruzeiro.

De 1881 a 1905 a igreja sofreu várias alterações, descaracterizando-a. Resta agora apenas a importância histórica, pois está no mesmo lugar há quatro séculos. Foi tombada através da Portaria nº 251/92 – SEC/GS de 20/07/1992.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

A igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, é a mais humilde das igrejas históricas de Natal; foi construída pelos escravos entre 1713 e 1714. É a igreja dos menos favorecidos, dos negros, dos escravos. Ali eles faziam suas orações e eram enterrados. Ali estão os corpos dos que sofreram a pena de morte.

É uma igreja pequena, simples, a mais humilde do século XVIII. Situada no Largo do Rosário, s/n cidade Alta, com vista para o Rio Potengi e para a Pedra do Rosário (local onde se encontrou a imagem da Santa Padroeira da cidade). À sua frente está o Cruzeiro, que foi transferido para lá em fevereiro de 1907. Foi tombada como patrimônio do Estado através da Portaria n° 945/87 – SEC/GS de 30/11/1987 porém, nenhuma restauração foi feita, até o momento.

Igreja de Santo Antonio dos Militares ou Igreja do Galo

Na porta principal há uma data: 1766. Provavelmente é a data em que ficou pronta. Em eras passadas, era conhecida como Igreja de Santo Antonio dos Militares, porque já serviu de alojamento para milícias do Rio Grande do Norte. Localizada na Rua Santo Antonio, 698, Cidade Alta, próximo a Igreja Matriz.

Igreja do Galo

É hoje conhecida por Igreja do Galo, por causa de um galo de bronze que há em sua torre – doação do capitão-mor Caetano da Silva Sanches, governador da Capitania (1791-1800).

Esta igreja é a mais rica do século XVIII. Foi construída em partes, a nave primeiro e a torre depois. Na opinião de Cascudo, “é a mais linda da Cidade. Sua torre, encimada de azulejos reluzentes, com o galo heráldico, como um timbre numa cimeira feudal, a majestade do frontão com os motivos em arabescos, num barroco sugestivo e que se convencionou chamar jesuítico, as tochas estilizadas na cimalha, os desenho em relvo, correndo e volteando a frontaria, dão um aspecto de majestade simples, imponente mas acolhedora e simpática.”

Está ocalizada na Rua Santo Antonio, 698, Cidade Alta, próximo a Igreja Matriz. Tombada no estado pela Portaria n º 110/83 – SEC/GS de 29/03/1983. Uma ala lateral da igreja abriga o Museu de Arte Sacra, com obras dos séculos XVIII a XX, pinturas, oratórios e demais indumentárias utilizadas em atos litúrgicos.

Catedral Metropolitana

É o principal templo católico da cidade. Situada na Avenida Deodoro, no centro da cidade. Sua construção teve início em 21 de junho de 1973, e foi concluída a 21 de novembro de 1988.

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Depois de sua inauguração, a imagem de Nossa Senhora do Rosário, que foi encontrada no Rio Potengi, foi transferida para lá. Em janeiro de 1988 recebeu a imagem peregrina de N. Sra. de Fátima vinda de Portugal, em comemoração do ano Mariano.  E também recebeu a visita do Papa João Paulo II em 13 de outubro de 1991.

Dom Antônio Costa foi seu idealizador e construtor, com projeto do arquiteto Marconi Grevi. Por isso, há uma uma placa em homenagem a D. Costa no interior da catedral.

Padroeira da cidade de Natal – Nossa Senhora da Apresentação

Na manhã do dia 21 de novembro de 1753, várias pessoas puderam observar um caixote de madeira, encalhado em um pedra, às margens do Rio Potengi. Alguns pescadores saíram a resgatá-lo. Dentro do caixote descobriu-se uma imagem de Nossa Senhora do Rosário com o menino Jesus em seus braços e,  uma faixa envolta que dizia:  “Onde esta imagem parar, nenhuma desgraça acontecerá”. A imagem tinha cerca de 60 cm de altura.

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Na época, a imagem foi conduzida para a Igreja Matriz pelo Padre Manuel Corrêa Gomes, substituindo o quadro que representava a padroeira. Era a imagem de Nossa Senhora do Rosário como se fosse a imagem de Nossa Senhora da Apresentação.

Atualmente esta imagem está na  Catedral Metropolitana, mas há uma réplica na Igreja Matriz e na pedra em que foi encontrada, que foi dado o nome de pedra do Rosário. A réplica da imagem localizada na pedra foi esculpida em pedra sabão e colocada sobre uma coluna de concreto com cerca de três metros de altura.

Assim, Nossa Senhora da Apresentação foi sagrada padroeira da cidade do Natal e, todos os anos, a 21 de novembro (feriado municipal em Natal) é celebrada uma missa campal, em frente à Pedra do Rosário, às 5 horas da manhã, com a participação dos fiéis.

Rio Grande do Norte investe na divulgação turística

agosto 12, 2009

O Estado do Rio Grande do Norte, um dos principais destinos turísticos do Brasil, quer mostrar para o mundo que tem muito mais que sol e mar para oferecer aos turistas.

Somente nos primeiros meses de 2009, o investimento do Governo do Estado em campanhas de divulgação e na participação em feiras e eventos no exterior soma mais de R$ 1 milhão; esse  montante é parte dos R$ 10 milhões anunciados pela governadora Wilma de Faria para divulgação turística do Rio Grande do Norte ao longo deste ano.

O objetivo é atingir novos mercados emissores e chamar a atenção para outros atrativos locais, com foco nos turistas de maior poder aquisitivo, que continuam gastando com viagens mesmo em meio à atual crise financeira mundial.

O presidente da Empresa de Promoção do Turismo do Rio Grande do Norte (Emprotur), Armando José, explica que as campanhas já começaram desde dezembro do ano passadod e foram intensificadas em 2009, chamando a atenção para outros atrativos locais, além das belas praias e das conhecidas dunas de Genipabu.

‘‘Estamos divulgando a beleza de outros destinos potenciais, apostando em lugares exóticos como Pipa, Galinhos e São Miguel do Gostoso, e também apresentando nossa estrutura para receber eventos corporativos e para o turismo náutico, de aventura, nossa cultura, história e culinária’’, explica.

O material de divulgação internacional é bastante rico. Ilustra desde as Serras de Martins e Florânia às inscrições rupestres do Lajedo do Soledade, passando por praias mais badaladas como Ponta Negra e Pipa e pelas ainda desconhecidas pelos estrangeiros como Galinhos e Camurupim.

A campanha inclui ainda a promoção  de peças publicitárias em revistas de bordo de grandes companhias aéreas internacionais, em revistas e sites especializados em turismo. O material, produzido em vários idiomas, está sendo veiculado na Alemanha, Holanda, Suécia, Estados Unidos e Portugal. O custo, apenas com a produção e veiculação das peças é de R$ 650 mil.

Haverá campanhas específicas em alguns países da Europa. ‘‘Na Espanha, por exemplo, fizemos apresentações de palestras e workshops sobre  Rio Grande do Norte, mostrando que além das belezas naturais, que permitem a realização de esportes náuticos e outros tipos de atividades ligadas ao turismo de aventura, estamos preparados para receber grandes eventos’’, informa Armando José, da Emprotur. Em Portugal, segundo ele, o governo patrocinou a vinda de jornalistas especializados em turismo, que produziram matérias em alguns dos principais veículos de comunicação lusitanos (atualização: Natal também fez investimentos de divulgação em Portugal).

Embora a Europa seja o principal pólo emissor de turistas estrangeiros para o Estado, o mercado norte-americano também está merecendo atenção especial. No mês de julho, o Rio Grande do Norte investiu em  anúncios publicados mensalmente na revista de bordo da American Airlines. ‘‘Nós ainda não temos voos diretos dos Estados Unidos para Natal, mas podemos ser beneficiados pelos voos que chegam a Recife e Fortaleza e credenciar o Estado a ter sua própria linha’’, afirma a gerente de promoção internacional da Emprotur, Gina Robinson.

Praias do Rio Grande do Norte

agosto 9, 2009

O Estado do Rio Grande do Norte, embora seja um dos menores do Brasil, tem um dos litorais mais longos.

Protegido que foi do progresso durante vários séculos, o Estado preservou a maioria de suas praias.

O mapa abaixo mostra as principais praias de um trecho da costa potiguar. O trecho exibido vai do extremo sul, na divisa com a Paraíba, até o calcanhar do Estado, ou seja, o ponto em que a costa deixa de ser norte-sul e tende para leste-oeste.

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O mapa mostra, em destaque, o Rio Potengi, que banha Natal. O Potengi divide a costa em litoral sul e litoral norte.

O litoral sul se desenvolveu mais cedo, pois a maioria de Natal está situada ao sul do Potengi, e portanto o acesso às praias do sul sempre foi mais fácil. O acesso ao litoral norte era mais difícil por causa da travessia do Potengi, mas esse problema foi bastante diminuído com a recente inauguração da Ponte de Todos.

As praias entre Ponta Negra e a Praia do Forte constituem as praias urbanas de Natal.

Praticamente todas as praias entre Natal e Pipa foram já bastante urbanizadas e tomadas por casas de veraneio; isso inclui as praias do Cotovelo, Pirangi do Norte e do Sul (que são separadas pelo Rio Pirangi), Búzios, Tabatinga e Tibau do Sul.

Entre Pipa e a Paraíba, estão algumas praias mais preservadas, em que as cidades são ainda pouco mais do que vilarejos de pescadores, como Barra do Cunhaú e Baía Formosa (que, entretanto, nos últimos anos, vêm experimentando o mesmo rápido crescimento que antes tomara Pipa).

Ao norte de Natal, as primeiras praias são as famosas Genipabu, Pitangui (por onde passa o rio Ceará, mostrado na figura), Muriú e Jacumã. Por conta da proximidade com a capital, essas praias contam também com boa estrutura de acesso e alguma estrutura de serviços (hoteis e restaurantes).

Entre Muriú e a Praia do Cajueiro (última praia mostrada no mapa), sucedem-se diversas praias praticamente inexploradas, como Pititinga, Punaú e Rio do Fogo. Aqui e ali, aparecem pequenos trechos com alguns hoteis e estrutura de praia, como Touros (maior cidade da região) e São Miguel do Gostoso.

Para além de Touros, há ainda um trecho que se estende dali até o extremo oeste, na divisa com o Ceará; esse trecho é conhecido como Costa Branca, em razão da grande quantidade de salinas, que, juntamente com as areias finas, dão um tom alvo a esse litoral.

A maioria dessas praias também preservam muito da beleza original, mas começam também a atrair a atenção de investidores e novos moradores; é o caso, por exemplo, de Galinhos e da Praia da Serra do Mel.

Comida típica: caranguejo

agosto 2, 2009

Há quase 20 anos, o restaurante 294, na avenida Deodoro da Fonseca 294, no centro de Natal, tem feito sucesso com seus caranguejos.

O caranguejo, principal prato da casa, atrai centenas de pessoas aos sábados e domingos;  é preparado em apenas duas opções:  no leite de coco ou apenas no sal.

Segundo o gerente do restaurante, Celiomar Abrantes, em dada final de semana são preparados 1.400 caranguejos, aproximadamente; de segunda a sexta-feira o movimento é menor: em média, 250 caranguejos por dia.

O melhor período de pesca do crustáceo  vai de maio a agosto. É nessa época que o caranguejo está mais gordo e, em consequência, aumenta o movimento dos restaurantes. “Nos meses que têm “r” no nome o bicho é mais magro e tem o casco mais mole”, afirmam os comerciantes. “Nessa época,  as vendas chegam a cair 40%”, afirmou Abrantes.

O restaurante adquire os caranguejos numa feirinha instalada diariamente no bairro das Rocas, próximo à Praia do Forte; a unidade pequena sai por R$ 1 e a grande por R$ 1,50.No 294, o caranguejo no coco custa R$ 3, a unidade; no sal, sai por  R$ 2,80.

O produto é também fornecido ao restaurante 294 por catadores do município de Macau; entre 2 mil e 2,5 mil caranguejos são comprados por semana. Quando chegam, os crustáceos são levados para quatro tanques, onde são lavados, antes de serem abatidos.

“Poucos clientes pedem para escolher direto no tanque, mas outros fazem questão disso”, observou o gerente, acrescentando que o abate ocorre em no máximo dois dias. Diferentemente dos guaiamuns, que podem ser cevados (ou seja, engordados em cativeiro), os caranguejos devem ser consumidos no máximo alguns dias após a pesca. Em Recife, diversos restaurantes e bares são especializados em guaiamun (ver restaurantes em Recife), mas em Natal a prática ainda não é muito difundida.

Entre os clientes cativos, a funcionária pública Elizabeth Mariz se deliciava com o produto, ontem, junto com a família. “Adoro a patola, mas meu marido é quem come mais, chega a comer oito caranguejos por dia, quando estamos no restaurante”, garantiu.