Archive for setembro \29\UTC 2009

Star Fly voará entre Natal, Mossoró e Fortaleza

setembro 29, 2009

As maiores cidades do Rio Grande do Norte são a capital Natal e Mossoró, no extremo Oeste do Estado; hoje, a única forma de se movimentar entre elas é pela precária BR-304, numa viagem que leva entre quatro e seis horas.

A governadora Wilma de Faria vai assinar amanhã um protocolo de intenções com a empresa cearense Star Fly para a operacionalização de vôos no trecho Mossoró/Natal; segundo comunicado do Governo do Rio Grande do Norte, a participação do Estado nessa operação é “articular a compra das passagens para viabilizar a ponte aérea”.

A previsão é de que o vôo inicial da rota seja realizado tão logo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dê a autorização; o voo será operado em um modelo Bandeirante, turbo-hélice fabricado pela empresa brasileira Embraer (foto abaixo), com capacidade para transportar entre 15 e 21 passageiros (o modelo da Star Fly transportará 19 passageiros e 2 tripulantes).

bandeirante-embraerInicialmente deverá ser oferecido um vôo diário, com saída de Fortaleza pela manhã, passando por Mossoró e terminando em Natal; a volta seria no final da tarde; há a  expectativa de que, posteriormente, sejam operados dois vôos diários.

O valor da tarifa está estimado em R$ 180,00, e a duração do voo será de aproximadamente 40 minutos.

“É importante ressaltar que a participação do Estado, nesta operação, é articular a compra das passagens para viabilizar a ponte aérea”, afirma Segundo de Paula. Ele lembra ainda que a governadora Wilma de Faria, ao assinar o contrato com a Star Fly, atende pleito antigo da população mossoroense, que aguarda o início do serviço com grande ansiedade.

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Mais obstáculos para a Copa 2014 em Natal

setembro 27, 2009

É inegável que existe grande apoio da população e da classe política para que Natal de fato sedie algumas partidas da Copa do Mundo de 2014; entretanto, há uma série de obstáculos que precisam ser removidos para que esse sonho se concretize.

Em outro post, foi mencionado que o Ministério Público apresentou questionamentos jurídicos quando ao projeto da Copa; esses questionamentos derivam da forma como o Governo está buscando parceiros para financiar o projeto, o que por sua vez deriva da conhecida falta de recursos financeiros oficiais para financiar uma obra de tal monta.

Hoje, nova reportagem da Tribuna do Norte levanta questionamentos técnicos em relação ao projeto da Arena das Dunas. O jornal entrevistou um Deputado Estadual com formação em engenharia, que afirma que o projeto até aqui foi feito sem que alguns levantamentos técnicos fossem efetuados; o próprio CREA (Conselho Regional de Engenharia), durante um Fórum de Discussão, teria apresentado algumas dúvidas que não foram respondidas.

Segundo ele, por exemplo, “o que se sabe é que hoje existe apenas uma maquete de computador, mas não se conhece o projeto de arquitetura e quem assinou, o projeto de engenharia civil, estrutural, hidrosanitária e elétrica”.

Não se planejou como será efetuada a remoção dos entulhos do Machadão, após sua planejada demolição (o Rio Grande do Norte é a única sede da Copa que planeja demolir um estádio já existente e construir outro em seu lugar); segundo cálculos, seriam gerados 16 mil metros cúbicos de concreto, o que requereria, em primeiro lugar, uma enorme frota de caminhões para seu transporte e, em segundo lugar, que se encontrasse um local onde se pudesse depositar o material.

Não se pensou na forma como se faria nem o fornecimento de água para o complexo, nem como ela seria posteriormente tratada; todas as hipóteses aventadas (lagoa de captação, emissário marinho, despejo no rio Potengi) têm potenciais impactos ecológicos e por isso exigem prévia análise e aprovação dos órgãos ambientais.

O trânsito é outro problema sério. A área do Machadão e do Centro Administrativo já é, por conta da localização central, uma das regiões com maior problemas de trânsito em Natal. Como a Fifa exige que seja disponibilizado um  número enorme de vagas, torna-se uma incógnita conciliar essas exigências com o já tumultuado quadro da região.

Será necessário muito trabalho para trazer a Copa para Natal.

Copa 2014 em Natal ameaçada

setembro 27, 2009

No início do mês, Natal foi sacudida pela notícia de uma possível ameaça de cancelamento da cidade como sede da Copa do Mundo em 2014; na ocasião, a CBF logo desmentiu o boato e o assunto foi esquecido.

Hoje, contudo, a Tribuna do Norte vem com uma nota bombástica: agora é o Ministério Público Estadual quem pede a suspensão do Projeto da Copa.

Para sediar a Copa, os Governos de Natal e do Estado preveem a construção do Complexo da Arena das Dunas, que abrange, além do complexo esportivo, novos centros administrativos (estadual e municipal), hotéis, um shopping, centro comercial, apartamentos, centro de convenções, teatro, auditório e uma lagoa artificial.

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Para dar lugar ao Complexo, teriam que ser demolidos tanto o Estádio Machadão (de propriedade da municipalidade) como o Centro Administrativo do Governo do Estado (que fica nas vizinhanças do estádio); toda a área seria então re-urbanizada, ocupando um espaço de 42 hectares.

Apenas para a construção do estádio, o custo estimado é de R$ 300 milhões; os orçamentos municipal e estadual não comportam esse gasto, e o governo federal está reticente em liberar recursos. Por isso, os Governos acordaram em criar uma Sociedade de Propósito Específico com o propósito de levantar recursos privados que financiassem a construção do complexo.

E aí entra o Ministério Público Estadual. Segundo os promotores que assinaram a ação, falta transparência ao processo.

Segundo a Tribuna: “Os promotores apontam, por exemplo, que não existe autorização legislativa para que o Estado e o Município doem à AGN (Agência de Fomento do Rio Grande do Norte) o bem imóvel, embora já esteja em pleno curso o processo de seleção de parceiro privado da AGN para venda do imóvel público. Além disso, o MPE considera que para a AGN alienar o imóvel, através da integralização do capital de sociedade privada, mediante permuta por ações, é indispensável a realização de licitação, na modalidade concorrência.”

O Ministério Público entende que, como o prazo estipulado pela FIFA para início das obras do estádio é março de 2010, ainda haveria tempo para promover a licitação.

O Secretário de Turismo do Rio Grande do Norte manifestou-se surpreso com a ação, mas não se pronunciou sobre seu mérito.

Resta aguardar a decisão da Justiça.

Midway Mall: o maior shopping center de Natal

setembro 25, 2009

O maior shopping center de Natal é o Midway Mall, inaugurado em abril de 2005; localiza-se no bairro do Tirol, no cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho,  um dos mais movimentados de Natal, bem em frente ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (antigo CEFET).

Midway Mall - foto: Wikipedia

Midway Mall - foto: Wikipedia

Por sua localização central, tem linhas de ônibus que o conectam a praticamente todos os pontos da cidade (o shopping costumava disponibilizar um ônibus gratuito que transportava passageiros até os hoteis da cidade, mas aparentemente o serviço foi suspenso); até recentemente, por causa da deficiente malha de ônibus de Natal, era mais fácil para os moradores da Zona Norte atravessarem a ponte Newton Navarro para chegar ao Midway Mall do que ir ao Norte Shopping.

Graças a seu tamanho, sua boa localização e provavelmente ao fato de que não cobra estacionamento (o Natal Shopping insiste em cobrar R$ 2 pelo estacionamento), o Midway é o shopping mais movimentado de Natal.

O Midway tem grande variedade de lojas, tanto marcas nacionais como locais. A praça de alimentação é, disparado, a maior de Natal (a maior parte dos restaurantes é de franquias). Abriga o maior complexo de cinemas da cidade, da rede Cinemark (a única outra opção de cinemas em Natal é o Praia Shopping, em Ponta Negra). Há um hipermercado Extra anexo ao shopping.

O Midway é uma das melhores opções para se passar um dia de chuva em Natal.

Uma exceção que merece destaque é que o shopping não é indicado para compras de artesanatos e outras pequenas lembranças de Natal; para isso, o recomendado é visitar um dos mercados de artesanato, que será objeto de outro post.

Lagoa Guaraíras

setembro 24, 2009

A Lagoa Guaraíras é aquela que margeia Tibau do Sul, no caminho para Pipa; quem vem a Pipa pela BR-101, passando por Goianinha, vê a lagoa por um bom trecho, antes de chegar a Tibau do Sul; quem vem de buggy pela praia tem que pegar uma balsa para atravessar a lagoa.

Abaixo, um mapa com a localização da Lagoa Guaraíras.
Exibir mapa ampliado

A foto abaixo mostra um pouco da beleza de Guaraíras, tirada de um mirante que todo turista visita. A lagoa tem como atrativos tanto as barraquinhas da beira-mar, como passeios de barco que avançam água adentro; ademais, os melhores hoteis de Tibau do Sul têm como atrativo uma vista da lagoa.

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Mas há alguns fatos sobre Guaraíras que, estranhamente, são pouco divulgados.

O nome Tibau significa, no idioma dos cariris e janduís (ambos da etnia tupi-guarani), “região entre duas águas”; essas duas águas são justamente o Oceano Atlântico e a antiga lagoa Guaraíras. Isso significa que Guaraíras foi, um dia, isolada do mar (ou seja, uma verdadeira lagoa).

Segundo relatos que ouvi de pessoas que conhecem a História da região, essa lagoa Guaraíras era muito menor que a atual, e havia um vilarejo em suas margens. Um dia, a população teria pensado em construir um canal ligando a lagoa ao mar, possivelmente com o propósito de facilitar a navegação entre o mar (onde se praticava a pesca, principal meio de sustento da região) e as casas à beira da lagoa.

Entretanto, como resultado não planejado, o mar acabou por alargar o canal e invadir a lagoa, aumentando seu tamanho e submergindo o vilarejo; as pessoas ali residentes foram removidas para a atual Tibau do Sul (que, por sinal, não fica “entre duas águas”).

A história é facilmente comprovável (há algumas lendas sobre Guaraíras, mas tratando de outros temas). Segundo seus contadores, diversas casas do vilarejo ainda estão submersas, e podem ser vistas por mergulhadores. Espero algum dia fazer esse mergulho pessoalmente e postar as fotos aqui.

Rio Grande do Norte será auto-suficiente em energia

setembro 23, 2009

Na abertura do Congresso para a Geração de Energia e Negócios no Nordeste (Cogenn), que se realiza em Natal, a governadora Wilma de Faria fez uma declaração bombástica: até 2010, o Estado do Rio Grande do Norte será auto-suficiente em energia, ou seja, será capaz de produzir dentro do Estado toda a energia que consome.

Alguns fatos tornam a declaração ainda mais surpreendente: em 2003, a produção de energia no Estado era zero; até hoje, o Estado continua sem ter nenhuma usina hidrelétrica (que provocam grande impacto ambiental); a auto-suficiência será obtida a partir de fontes energéticas próprias do Rio Grande do Norte: petróleo, gás e vento.

Com a auto-suficiência, o Estado passa a ficar imune a problemas de geração e transmissão de energia em outros locais do país (o Brasil passou por um apagão em 2001 e viu diversas outras ameaças de falta de energia desde então); isso representa uma grande vantagem competitiva para a economia do Estado.

Essa nova matriz energética já incorpora diversas usinas termoelétricas (a maior das quais a Termoaçu, no Vale do Açu) e diversos parques eólicos (como os da Iberdrola, em Rio do Fogo, e da Petrobras, em Macau). Até o final de 2010, diversas outras usinas termoelétricas, eólicas e a gás serão inauguradas em diversos locais do Estado.

De acordo com as previsões do Governo, em 2010 o Estado terá capacidade de produzir 640 Megawatts hora, para um consumo da ordem de 600 Megawatts hora.

Veja também: Energia no Rio Grande do Norte, blog mantido pelo atual Secretário de Energia do Estado.

Lajes é a primeira cidade digital do Rio Grande do Norte

setembro 22, 2009

Lajes é um pequeno município com pouco mais de dez mil habitantes situado no interior do Rio Grande do Norte, a pouco mais de 100 km da capital Natal.

lajesAté recentemente, Lajes era conhecida principalmente por ser o município onde se localiza o Pico do Cabugi, o único vulcão (já extinto) no Brasil; se você já viajou entre Natal e Fortaleza de ônibus, provavelmente passou algum tempo em Lajes, pois é lá que os ônibus dão uma parada para o lanche.

Lajes está entrando na era digital. Primeiro, a cidade foi escolhida para acolher o I Encontro dos Blogueiros do Rio Grande do Norte, que ocorrerá no dia 26 de setembro.

E agora a Prefeitura de Lajes anunciou que, já a partir do dia do Encontro de Blogueiros, a administração pública disponibilizará um serviço gratuito de internet sem fio que cobrirá toda a área urbana da cidade; além disso, será montado um quiosque na praça central com computadores e acesso à internet, para quem não tiver máquinas em casa.

Lajes torna-se, assim, a primeira cidade do Estado do Rio Grande do Norte a poder intitular-se Cidade Digital.

Leia mais sobre o dia a dia da cidade no Blog de Lajes.

Poluição no rio Potengi

setembro 21, 2009

Dizer que o Potengi é importante para Natal é subestimar a importância do rio.

A fundação de Natal deveu-se ao Potengi: foi ali, na foz do rio, que os portugueses viram uma posição estratégica para construir o Forte dos Rios Magos, que permitiria a defesa contra os ataques vindos do mar e os avanços exploratórios rumo ao interior; note-se que, pelos mesmos motivos, os portugueses construíram um forte na foz do rio Paraíba, dando origem a João Pessoa, e que Fortaleza, por não ter rio importante, foi ocupada pelos colonizadores apenas muito tempo depois.

E se o Potengi foi fundamental para a fundação de Natal, foi não menos importante para seu desenvolvimento. Natal deve muito de seu crescimento recente à instalaçao de uma base americana na cidade durante a Segunda Guerra (leia mais sobre a História de Natal), e isso ocorreu apenas porque a largura do Potengi permitia o pouso de hidroaviões que traziam tropas aliadas (o Iate Clube de Natal e o Museu da Rampa guardam memórias desse episódio).

É no mínimo entristecedor (para não dizer preocupante e revoltante) ler uma reportagem como a da Tribuna do Norte informando sobre a poluição do rio Potengi. Trechos da reportagem:

As ameaças ao rio Potengi vêm de todos os lados: empresários, indústrias, comércio e da própria população.

O risco está em ações como a retirada de areia e argila sem recuperação do dano, destruição das matas ciliares sem reflorestamento, presença dos viveiros ilegais de carcinicultura que destroem os manguezais e até a falta de consciência ambiental com o lixo urbano, principalmente doméstico. O último mutirão feito no rio para retirada do lixo coletou 13,5 toneladas em apenas quatro horas. Os especialistas concordam: a falta de um saneamento básico adequado em Natal e Região Metropolitana é o principal problema para esse estuário.

Em alguns pontos, a vegetação estava misturada a carcaças de animais mortos jogados, em sua maioria, por matadouros clandestinos. Além disso, a população ribeirinha do rio Jundiaí-Potengi não é pequena. Os focos de lixo domésticos encontrados vinham principalmente deses moradores. Em frente a uma das casas, várias sacolas plásticas com lixo doméstico estavam jogadas no mangue. Além disso, o hábito de jogar o lixo dos automóveis na rua e também dos pedestres contribui para a poluição. Quando a maré enche e o rio segue seu percurso normal para o mar, todo esse lixo é distribuído pelo estuário (em 2007, surgiram toneladas de peixes mortos no rio, configurando o maior desastre ecológico do Estado de todos os tempos).

Análise realizada este ano nas águas do rio Potengi detectou uma quantidade de 20 mil coliformes fecais para 100 mililitros de amostra, valor muito superior ao limite máximo permitido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama); a mesma análise foi realizada nas ostras, maior filtradora existente na água, e foram encontrados dois mil coliformes para a mesma quantidade de água coletada.

Os especialistas já admitem a possibilidade de o estuário do Potengi se transformar em um rio morto antes do que se espera. Afinal, a natureza pode até ter um processo de regeneração surpreendente, mas não vai aguentar ser mal tratada para sempre.

rio-potengi
Foto: Emanuel Amaral, da Tribuna do Norte

Ou seja, enquanto Ibama, Idema, Semurb e outras siglas continuam no jogo de empurra para ver de quem é a responsabilidade por garantir a sustentabilidade do Potengi, os natalenses correm o risco de terminar com outro rio Tietê em sua cidade.

Porto de Natal não consegue receber navio de cruzeiro

setembro 19, 2009

As limitações físicas do Porto de Natal estão impedindo a atracagem de um navio com 1.500 passageiros, causando insatisfação no setor turistíco; embora passageiros de cruzeiros não ocupem hoteis, eles fazem passeios pela cidade que movimentam o comércio, o transporte e outros serviços.

O “Grand Mistral” solicitou em agosto passado permissão para a atracar em Natal, e foi autorizado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern). No documento enviado pelo Serviços e Despachos Marítimos (Semar), informa-se que o navio traria 1.500 passageiros tendo como natureza da operação o turismo (atualmente, o porto recebe apenas navios de carga, qe exportam principalmente frutas e camarões para o exterior), com previsão de chegar em Natal no dia 19 de novembro deste ano.

A embarcação mede 216,48 metros de comprimento e 32,7 m de largura, com calado (parte submersa) máximo de 7,7 m, pesando até 48.200 toneladas.

A empresa Natal Pilots, responsável pelo serviço de praticagem do porto, recomendou que o navio não atracasse, tendo em vista as dimensões da embarcação e a área de manobra do porto no rio Potengi (o Porto de Natal localiza-se algumas centenas de metros adentro o rio Potengi).

No entendimento dos práticos, seria necessária uma nova dragagem para permitir a manobrabilidade segura da embarcação. O prático Sebastião Leite detalhou que a bacia de evolução, área utilizada para manobrar os navios em direção à saída do canal, é de 240 metros, por isso, coloca o Grand Mistral nos limites de segurança ou encalhe.

“Infelizmente, sem uma dragagem fica difícil manobrar navios deste porte. A questão é que já se passaram pelo menos 4 anos desde a última dragagem, então, é normal uma diminuição da bacia de evolução devido à ação da correnteza. Os práticos não poderiam assumir o risco de ter um navio encalhado. Neste semestre não tem condições”, comenta Sebastião.

O diretor técnico da Codern, Hanna Youssef Safieh, detalhou que a dragagem do Porto de Natal passa por um processo licitatório, conduzido pela Secretaria Especial dos Portos (SEP), que transcorre em Brasília. Contudo alguma informações já foram adiantadas. “A licitação segue os prazos legais na escolha das empresas. Uma delas, que foi desqualificada, entrou com recurso, como era previsto, então, a escolha atrasou um pouco. Contudo, já encaminharam a solicitação para proceder uma “batimetria”, ou seja, medição de todo o canal”, adianta o diretor.

Segundo Hanna Safieh, esta medição serve de controle durante a execução da dragagem, tendo em vista que os valores são pagos pela quantidade em metros cúbicos de material retirado do rio.

A expectativa do diretor é que o processo licitatório seja concluído ainda neste semestre e a dragagem completada no próximo ano, com previsão de sete meses de serviços. Ele detalhou que a dragagem terá início na “Boia I”, localizada na entrada do canal, passando pelo canal de evolução até a bacia de evolução, na área de manobra do porto. O canal passará a ter 120 metros de largura nos trechos retilíneos e 150 nos curvos, com calado de 12,5 metros de profundidade. A bacia de evolução, protagonista do problema atual, terá 325 metros de largura e 600 metros de comprimento.

Enquanto isso, os navios de cruzeiro (inclusive os que se destinam a Fernando de Noronha), continuam utilizando os portos vizinhos, como o de Cabedelo (próximo a João Pessoa), Recife e Fortaleza.

Mulheres de Natal: Prefeita Micarla de Sousa

setembro 18, 2009

Além das belezas naturais da cidade, Natal tem outro motivo para se orgulhar: a Prefeita, Micarla de Sousa, é certamente uma das políticas mais belas do Brasil (ver também blog da Micarla e outras fotos de Micarla).

prefeita-micarla-de-sousaMicarla, casada e mãe de dois filhos, nasceu em 1970, filha de Miriam e Carlos (daí seu nome); o pai foi senador pelo Rio Grande do Norte. Micarla graduou-se em jornalismo pela UFRN; por anos, foi apresentadora da TV Ponta Negra, retransmissora do SBT; no programa, Micarla fazia reportagens em bairros populares de Natal, mostrando os problemas das classes mais baixas e buscando uma solução.

Com o programa, Micarla conquistou popularidade junto à população. Foi eleita vice-Prefeita de Natal em 2004; em 2006, renunciou ao cargo e concorreu a Deputada Estadual, elegendo-se com a maior votação do Estado. Em 2008, disputou e venceu a eleição para Prefeita.

E não foi uma eleição fácil. A principal adversária de Micarla, que é afiliada ao Partido Verde, foi Fátima Bezerra, do PT; Fátima teve o apoio do ex-Prefeito Carlos Eduardo Alves, da Governadora Wilma de Farias, do senador Garibaldi Alves e do Presidente Lula (em um discurso em Natal, Lula afirmou, referindo-se a Micarla, que “se beleza ganhasse eleição, eu nunca teria passado de segundo colocado”); o político mais importante a apoiar Micarla foi o senador José Agripino.

Apesar dessa poderosíssima oposição, Micarla venceu no 1º turno, com pouco menos de 51% dos votos.

Esse blog não pretende fazer julgamento político do Governo Micarla, mas enfatiza um fato incontestável: Natal é uma das mais belas Prefeitas do Brasil.