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Hoteis de Natal enfrentam baixa ocupação

dezembro 9, 2011

Notícia da Tribuna do Norte informa que nesse final de 2011 os hoteis de Natal terão o pior reveillon da década.

Pesquisa realizada pela ABIH-RN entre 40 hoteis associados, localizados na Via Costeira, Ponta Negra, Praia do Meio e Pipa, revelou que os hoteleiros esperam para esse ano uma ocupação de aproximadamente 70%, uma queda de 15% em relação aos 85% do ano passado.

Embora pareça um número aceitável, essa cifra é baixa, comparada aos quase 100% de ocupação esperados para outros importantes destinos turísticos, como Rio de Janeiro e Fortaleza.

E quais seriam as causas dessa perda de prestígio de Natal?

Segundo empresários do setor, “a falta de uma campanha agressiva de divulgação do destino é apontada como principal razão da desaceleração . Enquanto  o RN é pouco divulgado, outros estados como Ceará, Pernambuco e até a Paraíba ganham cada vez mais força”,  diz o gerente financeiro do hotel Parque da Costeira, Flávio Alexandre de Pontes e Silva.

Entretanto, os usuários do jornal que postaram seus comentários têm uma visão completamente diferente; a maioria dos comentaristas postou opiniões parecidas com essa:

“Se baixassemos os valores cobrados nas hospedagens, assim como os praticados em passeios turísticos, teríamos com certeza um maior volume de turistas. A rede hoteleira de Natal é caríssima. A cidade é suja, não tem atrações turísticas, os passeios são caros. Se gasta muito menos indo ao exterior do que fazendo turismo no Brasil. O que temos para ver no litoral do RN ? Praias ? (sujas e caras). Ir ao Caribe é muito mais barato (passeios, hotéis e visitas). Quais as atrações noturnas que temos em Natal ? O forró dos turistas ? JESUS !!!!!”

Quem veio a Natal a turismo entre 2005 e 2008, antes da crise financeira global, pôde sentir a diferença nos preços de hoteis, restaurantes e serviços praticados em Natal e outras cidades vizinhas, como Fortaleza, Maceió, João Pessoa (em Recife, os preços são altos, por conta da escassez de hoteis e do aquecimento econômico de Suape).

Qualquer pousada custava R$ 100, mesmo preço de hoteis bem estruturados em Fortaleza; os poucos bons restaurantes em Natal eram e ainda são caros, para o padrão que oferecem; os buggeiros de Natal, além de serem os mais mal educados, são os que cobram mais caro.

Resultado: o turista que vai a Fortaleza ou Maceió encanta-se com a cidade, recomenda para seus amigos, e retorna quando pode; o turista que vinha a Natal sentia-se enganado, descrevia o que sentia para os amigos – que perdiam a vontade de vir à cidade, e não retornou.

Natal está pagando o preço dos erros do passado.

Novo hotel de luxo em Natal

fevereiro 20, 2011

Notícia da Tribuna do Norte dá conta de que um novo hotel será inaugurado em Ponta Negra no segundo semestre de 2011.

O hotel terá padrão cinco estrelas e se chamará Best Western Premium Majestic; a linha Premium agrega os hoteis cinco estrelas da rede Best Western, que opera mais de 4000 hoteis em 80 países.

Além de mostrar que o setor hoteleiro (e, por consequência, o turístico) continuam recebendo investimentos em Natal (o Majestic recebeu R$ 19 milhões), dois outros pontos da notícia merecem atenção.

Primeiramente, observa-se uma expansão dos hoteis cinco estrelas para fora da Via Costeira; possivelmente, começaremos a ver hoteis voltados para homens de negócios sendo construídos em Ponta Negra e outros bairros de Natal, deixando os resorts de turismo na Via Costeira.

E o outro ponto a se notar é a progressiva profissionalização do gerenciamento de hoteis em Natal; hoje, ainda, a absoluta maioria dos hoteis e pousadas em Natal é gerenciada de maneira familiar ou semi-profissional.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a maioria dos hoteis pertence a uma cadeia, como a francesa Accor ou a brasileira Windsor; a Best Western já opera resorts em Porto de Galinhas, Recife (o tradicional Best Western Manibu) e Joao Pessoa, e somente agora chega a Natal.

Enfim, pode-se afirmar que, com o aumento de opções de hospedagem, o turismo em Natal tem apenas a ganhar.